Como construir um sistema de networking que gera resultados acumulativos
Recentemente, acompanhei uma sessão incrível da série How I Sell with Sales Navigator aqui no LinkedIn com o estrategista de marca
O sistema dele é baseado no efeito cumulativo de pequenas ações: filtrar o feed por listas de leads qualificadas, comentar de forma estratégica para maximizar a visibilidade, responder a visitas ao perfil com leveza e bom humor, e organizar os leads pelo nível de engajamento, em vez de focar apenas no estágio do funil de vendas.
O que mais me chamou a atenção, e que faz total sentido para o que buscamos fomentar na nossa comunidade, foi a filosofia e a mentalidade por trás do uso que ele faz dessas ferramentas. E eu separei aqui abaixo para vocês os principais tópicos:
A mentalidade por trás do método: o LinkedIn como um evento presencial
Toda a abordagem do Liam parte de uma mudança simples de perspectiva: ele trata o LinkedIn como um grande evento de networking ao vivo.
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Cada post próprio é como uma palestra no palco.
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Cada comentário é uma conversa informal no corredor.
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Cada visita ao seu perfil é alguém te observando do outro lado do salão.
Insight:
Sob esse ponto de vista, o objetivo não é fechar uma venda na primeira mensagem no privado (a famosa abordagem a frio). O objetivo é se tornar uma figura familiar e confiável para as pessoas certas. Assim, quando a conversa de negócios finalmente acontecer, o terreno já estará preparado. Você não é um estranho interrompendo a rotina delas; é alguém dando continuidade a uma relação que já começou.
A maioria dos profissionais faz exatamente o oposto: identifica o alvo, envia uma solicitação de conexão e joga uma proposta comercial na hora. A lógica do Liam inverte isso: construa familiaridade primeiro e deixe o interesse comercial surgir naturalmente.
E é aí que o Sales Navigator entra como um multiplicador. Sem ele, você fica refém do algoritmo do LinkedIn, que decide o que você vê com base em engajamentos genéricos. O Sales Navigator devolve o controle para você. Você escolhe quem está na sua "sala de conferência", define em quais conversas quer se inserir e cultiva as relações antes mesmo de elas se tornarem oportunidades formais. Essa é a base. Todo o resto vem a partir disso.
Filtrando o feed por lista de leads: o motor da visibilidade
Como o Liam constrói suas listas de leads:
O pilar do fluxo de trabalho do Liam é a lista segmentada por persona. No trabalho dele na Brandy AI, por exemplo, as listas atuais incluem executivos de marketing, profissionais de conteúdo/SEO, líderes de marca e contas estratégicas enterprise.
Passo a passo para criar sua lista no Sales Navigator:
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Acesse a seção de Filtros de leads no Sales Navigator.
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Insira os cargos desejados no campo Cargo atual.
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Aplique filtros de Nível de experiência (ex: VP, Diretor, C-level) e Localização geográfica.
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Aplique o filtro "Publicou no LinkedIn nos últimos 30 dias" (para o Liam, esse filtro sozinho já paga a assinatura da ferramenta)
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Clique em Salvar pesquisa, revise os perfis e adicione-os a uma lista personalizada.
Insight:
Esse último filtro é divisor de águas: número de seguidores não significa atividade. Em um grupo de 2.500 pessoas que batiam com o perfil ideal dele, apenas 310 tinham publicado algo nos últimos 30 dias. São exatamente essas 310 pessoas que merecem prioridade.
Com as listas prontas, o Liam não perde tempo navegando no feed aberto do LinkedIn. Ele filtra o feed do Sales Navigator para visualizar apenas os conteúdos publicados por quem está nessas listas.
Um hábito simples, mas com um impacto gigantesco:
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Foco total: cada comentário e reação cai direto no radar das pessoas que você realmente quer atingir.
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Ritmo constante: você cria uma rotina de aparecer para as mesmas pessoas, semana após semana.
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Efeito cumulativo: na décima vez que alguém vê o seu nome nas notificações, você deixa de ser um estranho e passa a ser uma presença constante. É aí que as conversas começam a acontecer organicamente.
A estratégia de comentários que gera +50% das aparições do perfil dele
Aqui está um dado trazido pelo Liam que me surpreendeu (e acho que vai te surpreender também): 51% das vezes que o perfil dele apareceu no LinkedIn nos 7 dias anteriores vieram de comentários, e não de posts próprios.
Pense no poder disso: você não precisa ser um criador de conteúdo frenético para ter visibilidade no LinkedIn. Você só precisa estar presente nas conversas certas.
Quando você comenta, seu título profissional vai junto. É como um outdoor gratuito que te acompanha pela plataforma toda. Mas a abordagem do Liam tem regras claras:
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Comente primeiro em posts com baixo engajamento: Um post com 8 reações é uma oportunidade de ouro. Se você for o único a comentar, o autor certamente vai te notar e, muito provavelmente, checar o seu perfil. Em um post com 400 comentários, você é invisível.
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Priorize o seu perfil de cliente ideal (ICP): Deixar 10 comentários em posts de uma mesma pessoa ao longo do tempo gera um reconhecimento muito maior do que comentar aleatoriamente em 10 perfis diferentes. O foco é a profundidade, não o alcance em massa.
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Não espere "conhecer" a pessoa para interagir: Comentar no post de um estranho não é apenas aceitável, é uma das formas mais rápidas de entrar no radar dessa pessoa, desde que o seu comentário agregue valor real.
Dica:
O Liam recomenda encontrar uma frequência que você consiga manter por 6 meses, mesmo que seja apenas uma vez por semana. O LinkedIn premia a consistência, não a intensidade momentânea. Quem posta uma vez por semana durante um ano sempre terá resultados melhores do que quem posta todo dia por um mês e tem um burnout.
O que fazer quando alguém visita o seu perfil?
No Sales Navigator, dá para ver exatamente quem visitou o seu perfil, e esse sinal é valiosíssimo. Se alguém acessou a sua página depois de você ter comentado em um post dela, há um interesse genuíno ali. A pessoa ficou curiosa.
Enquanto a maioria dos profissionais ignora esse sinal ou envia uma mensagem engessada de vendas, o Liam faz algo totalmente fora do padrão: ele envia um GIF! Eu honestamente amo os GIFs.
Veja o que ele comentou aqui sobre:
"Sou muito fã de GIFs. Se alguém olha o meu perfil, na maioria das vezes eu envio um GIF do Forrest Gump acenando ou do Ralph dos Simpsons dando um tchauzinho. É muito mais leve do que mandar: 'Olá, vi que você olhou meu perfil, teria algo em que posso te ajudar?'
Você começa a conversa arrancando um sorriso. Isso quebra o gelo na hora, desarma a pessoa e mostra que você não está ali só para empurrar um produto. Se você for honesto sobre o motivo de se conectar e demonstrar interesse genuíno por quem a pessoa é, as chances de uma boa conversa acontecer são infinitamente maiores."

Eu disse que amava Gifs, né!? 🤣
A sacada aqui vai muito além da brincadeira: a prospecção fria falha porque soa impessoal. O humor desarma essa dinâmica. Ele te torna memorável e cria um ponto de contato leve, abrindo portas que uma abordagem formal fecharia.
Organizando leads pelo nível de engajamento
Para quem faz prospecção ativa, o Liam sugere usar as listas do Sales Navigator como um "mini-CRM" interno, agrupando as pessoas não por empresa ou cargo, mas pelo nível de engajamento com você:
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Prospects receptivos: pessoas que já engajaram com seu conteúdo ou responderam às suas mensagens.
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Engajadores frequentes: pessoas que costumam comentar ou reagir às suas publicações.
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Conexões recentes: novos contatos com os quais você quer nutrir um papo antes que a relação esfrie.
Isso muda completamente a forma de olhar para o funil de vendas: em vez de classificar contatos pelo estágio da proposta comercial, você os organiza pela qualidade do relacionamento.
A pergunta deixa de ser "em que fase da venda eles estão?" e passa a ser "quão próximos nós estamos?"
Minha reflexão sobre o sistema do Liam
Analisando tudo o que o Liam apresentou nessa sessão, o grande diferencial do método dele não é uma tática isolada, mas sim a harmonia do sistema como um todo. Cada etapa alimenta a próxima:
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Listas segmentadas tornam o filtro do feed útil;
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O feed filtrado torna os comentários intencionais;
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Comentários estratégicos geram visitas ao perfil;
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As visitas abrem espaço para conexões humanas e leves;
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E organizar os leads por engajamento garante que esses relacionamentos não caiam no esquecimento.
Nada disso depende de volume massivo. Depende de consistência, intenção e da certeza de que são os relacionamentos genuínos que geram crescimento sustentável no LinkedIn.
Se você quer colocar isso em prática na sua rotina, o primeiro passo não é mexer nas ferramentas, mas sim fazer a pergunta que o próprio Liam se faz diariamente: para quem eu realmente quero me tornar uma figura familiar hoje?
Meus queridos membros... Eu estou curioso pra saber se você já utiliza alguma dessas estratégias na sua rotina de networking ou vendas? Conta para mim aqui nos comentários!
Aproveite também para acompanhar e se conectar com o Liam Darmody no LinkedIn!